Memorial Da Música Dos Anos 50 – Parte 2

Ramis Al Bud

Como prometido na postagem anterior que fiz aqui no AntenAPress, hoje teremos a segunda parte do nosso memorial aos artistas dos anos 50 que partiram em 2019!

ENTÃO VAMOS A ELES:

# Gus Backus (12 de setembro de 1937 – 21 de fevereiro de 2019)

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Cantor e ator norte americano que teve muito sucesso à frente do grupo de doo wop The Del Vikings no começo dos anos 50; porém deixou o grupo após ser convocado para servir a aeronáutica americana na base alemã de Weisbaden. Eventualmente também tornou-se um grande cantor de schlanger na Alemanha Ocidental durante o começo dos anos 60; e inclusive, teve diversos hits nas paradas alemãs durante o período que esteve em atividade no país.

Faleceu em fevereiro deste ano em Germering, Alemanha.

# Harold Bradley (2 de janeiro de 1926 – 31 de janeiro de 2019)

Legendário guitarrista e produtor da música country. Sua importância é tão grande, que junto a seu irmão mais velho, Owen, moldou a nova face da country music à partir da primeira metade dos anos 50.

Inicialmente, Harold tocava banjo tenor na infância, porém seguiu o conselho de Owen, e trocou o instrumento pela guitarra. Já nos anos 40 acompanhou Ernest Tubb e eventualmente Eddy Arnold, um pouco mais pra frente.

Em 1954, ainda com o irmão, construiu o lendário Bradley Film and Recording Studio, eventualmente conhecido como Quonset Hut; onde a história seria feita e eternizada na música country e também no rock ‘n’ roll. Nesse local ocorreram algumas das maiores gravações de grandes artistas da música, como: Ernest Tubb, Hank Snow, Brenda Lee, Johnny Horton, Patsy Cline, Jim Reeves, George Jones, Willie Nelson; e até artistas menos expressivos na época, mas que décadas depois virariam expoentes do Rockabilly morderno. Tudo isso, graças às gravações feitas no Quonset Hut durante os anos 50. Johnny Burnette e Buddy Holly são apenas alguns dos muitos exemplos que poderiamos citar!

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Harold fazia parte do Nashville A-Team, grupo de músicos de estúdio que tocava na maioria das gravações dos grandes selos como RCA Victor, Decca e Columbia; que aconteciam no estúdio Bradley Film and Recording Studio. E ele como guitarrista não poderia deixar de revolucionar novamente com a vasta utilização; podemos dizer até popularização da guitarra “tic tac”, presente em várias das gravações que ele participou.

Pausa para o momento guitar geek: na realidade, a tal guitarra era um baixo Danelectro de seis cordas, que era tocado com palheta de maneira bem peculiar – similar à uma guitarra fazendo a base da música. Ademais, era gravada através de um amplificador de guitarra.

Além de músico de sessão, Harold também lançou seus próprios LPs instrumentais, como “Bossanova Goes to Nashville”, mesclando elementos da bossanova, e “Misty Guitar”.

Nos deixou aos 93 anos em Nashville, Tennessee.

# George Klein (8 de outubro, 1935 – 5 de fevereiro de 2019)

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Ele foi um grande Disc Jokey (ou DJ), durante os anos 50, e apresentador de TV. Conheceu Elvis Presley em 1938, ainda na escola, quando ambos tinham 13 anos; assim, permaneceram amigos até a morte de Presley em 1977.

Klein, durante os anos 60, também apresentou o programa Talent Party na WHBQ-TV e fazia parte da tão falada “Memphis Mafia”; a qual consistia basicamente nos associados e amigos mais próximos de Elvis. Bem como, ainda em sua carreira artistica, publicou 3 livros, todos ligados ao rock ‘n’ roll e sua amizade com o Memphis Cat.

Faleceu aos 83 anos no mesmo lugar em que nasceu: Memphis, Tennessee.

# Mac Wiseman (23 de maio de 1925 – 24 de fevereiro de 2019)

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Grande ícone da country music em geral, principalmente do bluegrass. Mac sempre teve uma ligação muito próxima com a música. Já que teve poliomelite na infância, dedicou a maior parte de seu tempo quando jovem a escutar discos; ao passo que, iniciou sua carreira como DJ na estação WSVA-AM em Harrinsonburg, Virginia. Eventualmente, começou sua carreira musical como baixista do grupo que acompanhava a cantora Molly O’Day, Cumberland Mountain Folks. Tanto quanto futuramente, tornou-se violonista dos Foggy Mountain Boys; novo grupo que surgia na época para acompanhar dois ascendentes nomes do bluegrass que acabavam de deixar a banda de Bill Monroe: Lester Flatt e Earl Scruggs.

Aliás, mais tarde, Mac também tocaria na banda de acompanhamento do pai do bluegrass Bill Monroe.

Em 1951 lançou seu primeiro single como cantor e artista solo; dando início assim ao seu legado gigantesco, não só nos discos, bem como, na preservação da música country. Isso porque, foi um dos fundadores da CMA – Country Music Association.

Faleceu aos 93 anos em Nashville, Tennessee, o lar da música country – estilo que contribuiu com sua vida.

# Demétrius (28 de março de 1942 – 11 de março de 2019)

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Ícone do Rock ‘n’ Roll brasileiro ainda nos anos 50, tendo o status de pioneiro do estilo junto a outros grandes nomes como Tony Campello e Carlos Gonzaga.

Um de seus maiores sucessos foi o “Rock do Saci”, escrito pelo grande Baby Santiago. Demétrius gravaria ainda mais algumas canções escritas por Baby, como por exemplo “Estou Louco”.

Durante a jovem guarda emplacou um grande hit com “Ritmo da Chuva”, uma versão de “Rhythm of the Rain” do grupo The Cascades, canção que talvez seja uma das mais famosas desse período da música brasileira.

Faleceu em São Paulo, aos 76 anos de idade, vítma de uma parada cardíaca.

Em suma, não perca as próximas partes deste memorial da musica dos anos 50 e 60 nas próximas publicações!

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