Dia Internacional Do Rock – As Mulheres Do Pós-Punk

Raphaella Francisco

Hoje é dia Internacional do Rock, e trago pitadas de um ponto muito importante da música – embora muitos ignorem, música e política estão juntas e se discutem, sim!

Partindo desse ponto, hoje, separei uma lista com um pouco de pós-punk do bom para quem conhece, ouvir mais e quem não conhece, se surpreender.

Quero falar sobre as mulheres do pós-punk. Mulheres essas que ocuparam mais um espaço entre bandas gigantes lideradas por homens como The Cure, Bauhaus, Joy Division, The Mission… E, deixo claro aqui, os nomes deles como uma pequena menção de carinho e admiração. São algumas das bandas da minha vida.

Começo a lista com Siouxsie & the Banshees, óbvio! (Houve um tempo em que ousei dizer que não gostava muito dessa banda, acredita? Uma amiga mudou a minha percepção e a minha vida ao dizer que eu estava completamente errada).

A banda britânica, formada em 1976 é uma das pioneiras do pós-punk. E dela, além de ter ex-integrantes como o Robert Smith e Sid Vicious, tem o importante título como influência várias bandas desse mundão, como nada mais nada menos que Depeche Mode.  Sem mais delongas, indico essa obra prima do pós-punk inglês, na voz dessa mulher maravilhosa:

Seguindo a lista, a próxima escolha é mais uma banda britânica, The Raincoats

Formada em 1977,  com álbum de estreia em 1979, a banda tem uma discografia bem da bacana, com uma mudança grande de estilo entre um álbum e outro, sem tirar sua essência. Pouca influência é pouco quando pensamos em feminismo e a ascensão das Raincoats na Inglaterra de Margaret Thatcher, além de situações como a pressão para que elas fossem mais femininas. Vem ouvir um pouquinho delas aqui:

Chegando na Alemanha, praticamente o centro do gótico, pós-punk e maior concentração de trevoso por metro quadrado, tem que ter a Xmal Deutschland.

E, dessa banda, não tem nem muito o que dizer, é só juntar tudo o que é perfeito no pós-punk, com um mulherão como líder da banda e pensar em todos os momentos que a sua balada gótica chegou no ápice da dança com a parede, e pronto, tá aí uma das melhores bandas da história do estilo:

Mas e aí? Tem mulher negra nesse rolê do pós-punk? Ah, tem! ESG

A próxima banda da lista conta não só como pós-punk, mas com elementos de jazz, soul, dance-punk e hip hop. Criada no Bronx, EUA, em 1978. A banda ostenta o título de uma das músicas mais sampleadas da história, chamada “UFO”.  Os sons delas têm um baixo tão maravilhoso, que você precisa ouvir:

Quando digo que música e política caminham juntas, quero dizer um pouco sobre histórias como a da Delta 5

Criada em 1979, na Inglaterra, a banda feminista, fez parte de movimentos como o Rock Against Racism, criado como resposta a crescente de bandas da extrema-direita e neo-nazi. Vem ouvir um pouco desse som e gritar um “fogo nos racistas”, comigo:

A cena de bandas pós-punk e ‘underground’ continuam com força até os tempos atuais. Bandas só de mulheres continuam conquistando espaço e entregando muita música boa para a gente (graças a deusa!)

Uma delas é a Rakta, banda nacional, pós-punk, experimental e tudo mais que significa mudança em termos de som e rock, é uma das maravilhas do nosso país que conquistou não só o Brasil, mas o mundo.  Ouve um tiquinho desse som poderoso aqui:

E, para fechar essa lista de Dia Internacional do Rock, escolho uma das bandas que conheci já vendo um show, assim, logo de cara, numa tarde quente em São Paulo.

Foi mais ou menos 1h de olhar vazio e coração quentinho com essas mulheres fodas, além da vocalista Jehnny Beth, ser uma de elegância que só por deus, e sua influência no Peter Murphy, claro! Criada em 2011, em Londres, indico para vocês, a banda Savages

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