Cães Não Bebem Águas Ao Esgoto And Watering The Seeds

Adelia Well

Traçar uma rota em mim haveria de poder-se-á engendrar um vulcão de lava fria para eu poder tocá-lo sem me perder, há quem se toque sem perder-se?
Mergulho de perda profunda e lá no breu deixar florar a luz advinda da pureza da sombra mais escura da terra Eu sou a noite mais escura da terra e é só escuro não que sejas algo além e tento no fundo todos tentam imensa corrida correria eterna um correr correntes corrências efêmeras e gastas devassas e perdidas, imensas, não deixar em si fazer a morte de deus/deusa porque lá, aí, agulha que entra na carne e aborrece a alma e ela sabe ainda insiste em não morrer a não morrência nossa sagrada de cada dia umas falências que se transportam para além das carnes eu matéria prima de água viva tentáculos enormes uma faca no próprio corpo que corta as próprias partes e grita um grito de dor um clamor por luz guerra interna contra si sombra imensa luz intensa e passo torno caio em quedâncias sobre as lagoas que criei e não soube ontem antes de ontem há vinte e três anos e vidas passadas.
E mudarei as estações há um dragão rosa imenso patas que tombam meu corpo por teu peso e gira em espiral tentando entrar em meu coração nas terras eternas longínquas dele planícies longas longes e deixo deixo as deixâncias dos quedares sobre pluma e vento e caio rolando vasta tombo corro desperta corpo que são todos os olhos terra os de deus/deusa todo bicho ninho a presença das criaturas mais indizíveis as deixo aqui casa sobre meu peito o que há em baixo é como o que há em cima então plena nos pulmões duas árvores gigantes saio para fora estranha inteira criatura divinal aberrante fada elefante cinquenta mil ossos de babuínos compõem meu corpo boca grande céu dentro dela onde navegam todos os marinheiros das quimeras; a luz sai da boca feito a borda do fim do mundo.
Saída de si de dentro do corpo material bruto carne densa para na temperança de uma grande milenar árvore ir ao nada e lá ficar trezentos anos um pouco mais vítreo silêncio onde ruído único a luz entrando atravessada viés através dos doze corpos e estão me guiando guiando-me frestas dos tempos onde memória jamais pousar ousou terras áridas onde aprender-se-á vida farto prato de abundância que espera à mesa de teu espírito para comerdes filha. Mãos carregantes das asas das palhas dos ibiris das flores dos barajás das imutáveis cousas-destino vestíveis à pele de alma ou mais alto do que eu bem mais alto.
Os cordéis hão de dizer à pegar minhas mãos e pés e sair correndo à distância da vida da lua e encontra tua destingem às beiras do grande rio do grande sol.

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